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Tudo que começa errado... Termina errado
Um dia, se referindo a um problema no começo do campeonato amador de Mogi Mirim, o saudoso Paulo Bolinha me disse a seguinte frase: "Gebê, tudo que começa errado, termina errado". E não deu outra. A final do campeonato foi uma pancadaria de dar dó.
Aí o amigo(a) pensa o seguinte. Porque o Gebê está escrevendo isto agora???
Estou aqui pensando e analisando este "nosso novo" Mogi.
O Mogi do Rivaldo, Cléber, César Sampaio, Wilson Bonetti & Cia.
Vocês podem ter certeza que não será eu quem vai atirar a primeira pedra.
Mas não vou ficar em cima do muro e que as pessoas que aqui forem citadas, saibam que poucos gostam tanto do Mogi Mirim, como eu gosto.
Entendo que a administração passada, logo após o falecimento do Wilson Barros, praticamente abdicou do Mogi Mirim. Vendeu ou devolveu aos empresários, toda a base que havia sido formada nos últimos dois anos pelo "Português".
Quando o Rivaldo resolveu assumir o comando do Sapo, Rivaldo e sua equipe encontrou o vestiário vazio. Uns dois ou três gatos pingados e mais nada.
Isso tudo sabe. Foi amplamente divulgado.
Porém, eu, imaginava que pessoas como Rivaldo, César Sampaio e Cléber pudessem num estalar de dedos, montar um time competitivo e promover uma grande transformação no clube. Estou percebendo que não é bem assim.
Eles são pessoas normais, tanto quanto era o Wilson Barros.
O time para o Paulistão foi montado às pressas e o resultado está aí.
Dois jogos e duas derrotas.
Pior que perder os jogos, é forma com que a equipe está jogando. Não tem um padrão definido. Joga meio tempo com um esquema de jogo e a outra metade do com outra formação.
Nestes dois jogos que já disputou no Paulistão, o Mogi Mirim jogou no 3-5-2, no 4-4-2 e no 3-6-1. Está claro que o Gelson Silva não tem uma equipe definida. Tudo bem que ele teve pouco tempo para armar a equipe, mas um time base ele já deveria escolhido.
Na minha modesta opinião, ele deveria escolher 11 jogadores e insistir com eles por três jogos consecutivos e depois disso, se for necessário, alterar as peças que não corresponderem.
Não é o que está acontecendo. Em dois jogos ele já utilizou quase dois times diferentes. Sem contar que mudou inúmeras vezes, a formação tática da equipe.
Repito, não vou atirar a primeira pedra...
Mas o Cléber e o César Sampaio, pela experiência que possuem, devem e precisam interferir, e ter uma conversa mais profunda com o técnico que eles escolheram para comandar o Sapo em sua volta à elite do Paulistão.
Ou então, poderá acontecer aquilo que o Paulo Bolinha falava. "Tudo que começa errado, termina errado".
Escrito por gebê às 10h08
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